Histórico

Histrico

Histórico da Escola de Música de Brasília

  1. De 1963 a 1985 - Gestão do Maestro Levino de Alcântara
  2. De 1985 a 1987 - Primeira gestão do prof. Carlos Alberto Farias Galvão
  3. De 23/11/87 a 01/02/89 - Gestão da profa. Delza Lopes da Silva
  4. De 01/02/89 a 06/04/95 - Gestão do prof. Victor José de Castro
  5. De 11/04/95 a 11/04/96 - Gestão do prof. Lincoln Andrade
  6. De 1996 a 1997 - Gestão do prof. Luiz Alberto Tibana
  7. De janeiro de 1998 a dezembro de 2010 - Segunda gestão do prof. Carlos Alberto Farias Galvão
  8. De dezembro de 2010 a janeiro de 2011 - Gestão do prof. Jonas Correia da Silva
  9. De 7/02/2011 a 31/12/2013 - Gestão do prof. Ataide de Mattos
  10. De 02/01/2014 a 31/12/2016 - Gestão do prof. Ayrton Macedo Pisco
  11. De 02/01/2017 a 31/12/2019 - Gestão da Profa. Edilene Abreu

Primeiros Anos
O Maestro Levino Ferreira de Alcântara e o Madrigal de Brasília clique para ver o último Concerto do Maestro Levino com o Madrigal

O surgimento da Escola de Música de Brasília se deveu a dois movimentos de grupos musicais interessados em difundir a educação musical no Distrito Federal. O primeiro movimento teve início por volta de 1961 em Taguatinga, por ocasião do ingresso de Levino de Alcântara na Fundação Educacional do Distrito Federal (FEDF), que proporcionava atividades de canto coral junto com um pequeno núcleo de instrumentos de orquestra no Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB) (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.1). Veja o depoimento de uma das mais antigas cantoras deste grupo coral, Ivonildes Bastos:

Levino Alcântara

(..) o Madrigal começou aqui em Taguatinga... Era tudo mato, não tinha nada. Naquela época era só poeira e... porque não tinha muitas casas, né?...o Maestro morava aqui, o Maestro Levino Ferreira de Alcântara, que foi o fundador da Escola de Música de Brasília.... O Maestro reuniu algumas pessoas pra começar aqui, o pessoal de Taguatinga, né? Éramos... Nilza, ah...o Silvio, ... eles estudavam... o Silvio estudava no Cemab, que hoje não é Cemab, que é Ceab... O Maestro também organizou um coral, no Cemab, né?... E desse coral ele tirou algumas pessoas pra fazer o Madrigal, né? O Silvio Mancuso fazia parte, a Nilza, a Cordélia, e eu.... (COSTA, C., 2000, p.31)

O segundo movimento partiu da iniciativa de Reginaldo Carvalho, que fundou em 1962 no Plano Piloto o Centro de Estudos Musicais Villa-Lobos (CEMVL). Este Centro funcionava inicialmente no CASEB, onde o ensino de música era também oferecido a alunos da rede pública, em disciplinas como violão e harmonia, ministradas pelo professor João Tomé; piano, teoria e solfejo, Neuza França; contrabaixo, João Vieira e arranjo coral e prática de atividade vocal, no chamado Coral de Brasília, conduzidas pelo próprio Reginaldo Carvalho. Integraram este coral músicos – alguns deles hoje nacionalmente conhecidos: Ney Matogrosso, José Estevão Gonçalves, José Claver Filho, Patrick Soudant, Guilherme Vaz, Carlos Galvão, Laura Conde, Luiz Carlos Czeko e Vanda Oiticica. Posteriormente, em 1963, as antigas atividades do CEMVL passaram a funcionar no CEMEB, Centro de Ensino Médio Elefante Branco, também pertencente à FEDF, na quadra 908 Sul do Plano Piloto (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.1).

Em 1962, Levino de Alcântara iniciou também um trabalho com um grupo vocal na REB, Rádio Educadora de Brasília, dirigida por Esaú de Carvalho, denominado de Madrigal da Rádio Educadora de Brasília que gravava a cada semana um novo concerto com vinte minutos de duração, sempre com repertório inédito. Quando em 1964, Reginaldo Carvalho deixou seu cargo no Elefante Branco, dissolveram-se as atividades do Coral Brasília. Levino de Alcântara assumiu então a posição e acolheu os músicos cantores remanescentes do Coral de Brasília no Madrigal da Rádio Educadora de Brasília. Assim prosseguiram-se os trabalhos conjuntos até a época em que a REB foi desativada e transferida para o MEC. Entretanto, o grupo vocal decidiu continuar suas atividades artísticas, ainda que sem salários, visto ser integrado por pessoas que trabalhavam também em outras entidades (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.2). Ivonildes, ainda hoje integrante do Madrigal, fala sobre o assunto:

O mais belo ainda é saber que os coralistas e o Maestro trabalhavam esforçadamente “só pelo amor a arte... só, como é hoje também, né? Eu tenho oito anos que eu tô aposentada e continuo trabalhando de graça, né? Trabalhando por amor a arte. Naquela época a gente trabalhou sete anos sem ganhar nada, depois entrou o Maestro que era o supervisor de música, então foi ele que organizou a vida das pessoas, porque na época não tinha concurso, né? Então, ele encaixou as pessoas na escola, né?” (COSTA, C., 2000, p.35)

Dessa forma foi fundado o Madrigal de Brasília que veio a desempenhar importante papel na campanha pela criação da EMB e cujas atividades musicais permanecem até hoje. A projeção deste coral na FEDF e em Brasília através de inúmeros concertos em escolas da rede e em instâncias do governo proporcionou em 1964 a oficialização da Escola de Música de Brasília, através da Resolução nº 33/71 – CD Conselho Diretor da Fundação Educacional do Distrito Federal, tendo então Levino de Alcântara como seu primeiro diretor em gestão, que perdurou até 1985. A jovem Escola de Música funcionou na quadra 906-B Sul, Módulo 7/9 à Av. W5, em um pequeno prédio que pertencia à Igreja Presbiteriana Nacional. Depois, funcionou no prédio da Comunhão Espírita, na avenida L-2 Sul (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.2).


Uma sede para a Escola de Música de Brasília

Escola de Música de Brasília

Entre 1972 e 1973, a EMB conseguiu através de seus trabalhos de ensino e produção musical, o terreno para a construção de sua sede definitiva cuja inauguração se deu a 11 de março de 1974, na SGA/Sul Quadra 602, Projeção “D” Parte “A”, Brasília – D. Em 1964, o maestro Levino Alcântara, organizou um fórum composto por professores da Rede Pública, que iniciaram uma intensa luta, objetivando a criação de uma Escola que viesse a ser o núcleo do ensino musical profissionalizante em Brasília. Aí, formou-se o embrião da Escola de Música de Brasília. Após várias mudanças, a Escola de Música de Brasília ganhou sua sede definitiva, em 11 de março de 1974 (GUERRA VICENTE, A. P., 2007, p.7).

Abaixo segue a descrição da organização pedagógica da escola durante a gestão de 21 anos de Levino de Alcântara:

Os cursos de instrumento da EMB, reconhecidos segundo a antiga LDB, lei nº 5.692/71, eram organizados de acordo com as faixas etárias de seus alunos:

  • A partir de sete anos de idade - curso CCM - Crescendo com a Música.
  • Infanto-juvenil - curso PP-Pré-profissionalizante e cursos Técnicos Profissionalizantes (matutino e vespertino, instrumental e vocal).
  • Alunos maiores de dezoito anos - curso CM - Cultura Musical (noturno).

Os cursos de instrumento eram oferecidos prioritariamente dentre aqueles típicos de orquestra, tais como violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta transversal, oboé, clarinete, trompa, fagote, trompete, trombone, tuba, harpa e demais instrumentos de percussão. Para se estudar piano ou violão era necessário primeiro cursar algum instrumento de orquestra. O foco principal da educação era a criação de orquestras e difundir a música erudita, menos acessível ao público em geral. Outros instrumentos, porém, integravam as bandas da escola como o saxofone e o bombardino.

Havia atividades complementares de flauta doce e de instrumental Orf, como parte da metodologia de iniciação musical para as faixas etárias infantis e infanto-juvenis. Podemos citar ainda o cravo, na linha da música antiga, e na instrumentoteca da escola existiam outros instrumentos como a viola da gamba e o alaúde, à espera de futuros professores e alunos. Todo aluno deveria participar de um dos grandes grupos fixos da escola, que se dividiam em orquestras, bandas e corais, para vivenciar na prática a música. Existiam orquestras formadas de acordo com o nível de seus integrantes:

  • Iniciantes - regidas por professores de cordas.
  • Nível intermediário - regida pelo Maestro Emílio César de Carvalho.
  • Orquestra da EMB, constituída de professores e alunos da escola - regida pelo Maestro Levino de Alcântara.

Oferecia-se aos melhores alunos dessa orquestra um programa de bolsas de estudo acessível por concurso. As bandas também se dividiam em vários grupos, de acordo com os níveis dos alunos, sendo o grupo principal a Banda Sinfônica da EMB, composta de professores, alunos e regida pelo Maestro Reinaldo Coelho. No curso noturno havia a Banda Santa Cecília regida pelo professor Hugo Lauterjung. Os corais de alunos da escola se constituíam, igualmente, de acordo com as faixas etárias dos alunos. Além destes, se manteve o Madrigal de Brasília como principal grupo representante da escola (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.3-4).

Dentre as mais importantes realizações da gestão do Maestro Levino de Alcântara, podemos citar:

  • Parcerias pedagógicas com professores da UnB;
  • Incentivo à docência de professores estrangeiros como Ludmila Vinecka, Cecília Guida, Nicolas Claude Marcel Merat, Paul Schöer, Juan Sarudianski, Shigeru Tachiki, Christopher Bockmann e Eduardo Bértola;
  • Criação do Curso de Verão, atividade denominada CIVEBRA – Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília, que ocorria sempre no mês de janeiro de cada ano, iniciado com assessoria do Professor Paulo Affonso de Moura Ferreira;
  • Fundação da OTN – Orquestra do Teatro Nacional, hoje OSTNCS – Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, que foi formada a partir da antiga Orquestra da EMB em esforços conjuntos dos maestros Levino de Alcântara, Cláudio Santoro e dos secretários de governo Eurides Brito e Carlos Matias, em 1980.

O mesmo grupo de professores e alunos da EMB e da UnB que funcionava na escola, acrescido de mais outros da UnB e da cidade, passou a pertencer à FCDF - Fundação Cultural do Distrito Federal e a funcionar sob a regência do Maestro Cláudio Santoro (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.5).


A Nova República - Primeira gestão do prof. Carlos Alberto Farias Galvão

Carlos Galvão

Carlos GalvoCom a chegada da Nova República, em 1985, o professor Carlos Galvão assumiu a Direção da EMB. O governo mudou os critérios de contratação de professores e não foi mais possível sua admissão sem licenciatura em Educação Artística, além de suspensos os contratos de caráter temporário. Para se renovar os quadros da escola e ser montada a equipe de direção, foram trazidos muitos professores de música que estavam lotados em outras escolas da rede. Entre 1985 e 1987, Carlos Galvão implementou uma reforma pedagógico-administrativa com mudanças em denominações, prioridades, organização e formalizações de atividades de ensino e de produção musical. Abaixo estão descritas as principais mudanças (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.6-7):

  • Foram desativadas as orquestras e incentivada a prática da música de câmara em diversas formações e repertórios.
  • A implantação desses grupos estava associada à criação de concertos semanais com a presença obrigatória dos alunos da escola, denominados de Estudos Orientados, “EO’s”, que tinham a intenção de disseminar a diversificação nas propostas artístico-pedagógicas dos concertos, shows e recitais da escola segundo modelos de Master Classes com produto final artístico (Proposta Pedagógica, 2000, p.5).
  • Os cursos Crescendo com a Música e Pré-Profissionalizante foram substituídos pelos cursos de Musicalização Infantil e de Musicalização Juvenil.
  • O curso Cultura Musical, exclusivo do turno noturno, foi desativado e foram implantados em seu lugar o curso de Musicalização para Adultos e os cursos Técnicos Profissionalizantes que inexistiam no turno noturno.
  • Os currículos foram modificados, tendo sido implantadas nos cursos de musicalização, basicamente as disciplinas, Instrumento Específico, Música de Câmara, ELAO - Elementos de Linguagem, Acústica e Organologia e MPF, Música Popular e Folclore.
  • Foi implantado o Núcleo de Música Popular, com os cursos de viola caipira, violão popular, teclados, bateria, baixo elétrico, saxofone e arranjos.
  • Foram criados também os Núcleos de Percussão, de Informática Aplicada, de Música de Câmara, de Música Contemporânea, de Regência e de Musicografia Braille.

Gestão da profa. Delza Lopes da Silva

Delza Lopes da Silva

No período de 23/11/87 a 01/02/89, assumiu a Direção da EMB a professora Delza Lopes da Silva, que deu ênfase nas coordenações pedagógicas e na democratização da escola. Seus feitos foram os seguintes (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.7-8):

  • Reforçou as coordenações pedagógicas da EMB, mediante a realização de Seminários para o entrosamento das diversas áreas da escola, a reelaboração dos programas das disciplinas e incentivo à produção de material didático.
  • Promoveu o intercâmbio com outras escolas da rede oficial.
  • Adquiriu mais três pianos, teclados, instrumentos de sopro e de percussão para a escola.
  • Reformou a instrumentoteca para a acomodação dos instrumentos da EMB.
  • Fez a manutenção dos instrumentos de sopro.
  • Contratou um luthier para a restauração dos instrumentos de corda.
  • Incentivou a democratização das decisões na escola, por meio de representantes de turma, apoio à criação de grêmio estudantil, valorização das reuniões de colegiado dos coordenadores de áreas e reuniões para relato de experiências, discussão de metodologias, criação de uma comissão de currículo, regimento e eventos.
  • Foram realizados concertos de bandas, orquestra, grupos vocais, de música de câmara, encontros de corais, de conjuntos camerísticos, de regentes, de bandas, de orquestras, a ópera Don Giovanni, de Mozart (Jornal DF, 1988, p.10) e o Primeiro Festival de Música Antiga.
  • Promoveu o 13º Curso de Verão com ênfase no aspecto pedagógico e não no aperfeiçoamento técnico, tendo sido convidados dentre outros, os professores Jamari Oliveira e Violeta de Gainza (Caputo, 1988), oferecendo formação continuada na área de música para professores da escola e da rede com a criação do Primeiro Seminário sobre Educação Musical da EMB.
  • Incentivou o corpo docente a participar de outros eventos nacionais e internacionais.

Gestão do prof. Vítor José de Castro

No período de 01/02/89 a 06/04/95, assumiu a Direção por meio de eleição Vítor José de Castro para uma gestão de três anos. Após esse prazo, tendo sido suspensas as eleições para diretor, foi novamente indicado pelo governo para mais uma gestão no cargo. Suas conquistas foram as seguintes (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.8-9):

  • Restabeleceu o funcionamento das orquestras e bandas da EMB, o canto coral em todos os níveis e as disciplinas do antigo currículo.
  • Realizou os 14º, 15º, 16º e 17º Cursos de Verão.
  • Passaram a funcionar três bandas de música, duas de jazz, uma orquestra sinfônica, uma de salão, duas de violões, três cameratas de cordas de alunos iniciantes, um conjunto de flautas e oito coros com mais de quinhentos integrantes.
  • A escola mantinha cerca de 3200 alunos matriculados.
  • Mobilizou a comunidade escolar a contribuir com a APAM, Associação de Pais, Alunos e Mestres e também conseguiu doações da Comunidade Européia.
  • Assim adquiriu novos instrumentos de sopro e de cordas, além de sete pianos de armário e um de meia cauda.
  • Fez a manutenção dos antigos instrumentos, incluindo o cravo e a harpa, tendo conseguido por duas vezes que todos os instrumentos de cordas do acervo da EMB fossem restaurados e disponibilizados.
  • Agregou ao acervo da escola também, mais de dois mil títulos entre livros e partituras.
  • A APAM também conseguiu manter estagiários para prestarem serviços junto ao Madrigal de Brasília e demais conjuntos da escola e ainda treze professores de instrumento mediante pagamento de “pró-labore”.
  • Presidiu três concursos para a seleção de professores de instrumentos como canto, violino, viola e contrabaixo.
  • Remanejou de outros lugares da rede para a escola, diversos professores de disciplinas teóricas e promoveu quatro Seminários de Educação para formação continuada de professores.
  • Participou de trabalho didático-pedagógico junto à musicalização infantil, com vistas a tornar mais vivencial a aprendizagem da linguagem musical, quando elaborou uma série de cadernos de solfejo por graus, com musicografia de próprio punho que vieram a ser utilizados pelo conjunto de turmas.
  • Estimulou professores a obter afastamento remunerado para estudos no Brasil e no exterior, tendo o próprio diretor sido convidado pela Embaixada do Japão para uma viagem de intercâmbio cultural nesse país, entre 16/09 a 31/10/91, financiada pela Fundação Japão. Como representante da EMB, visitou escolas técnicas de música e universidades, inclusive uma escola Suzuki.
  • Foi construído mais um bloco para aulas de instrumento que incluía uma sala de ensaios.

Nesta gestão, aconteceram os festivais internos chamados de Semanas do Violoncelo, promovidos por professores e alunos da EMB, violoncelistas convidados e outros instrumentistas. Foram realizados seguidamente, 13 festivais semestrais. Foram organizadas três orquestras de violoncelos de professores e alunos. Tais festivais que se espelharam nas Semanas de Música Barroca, igualmente motivaram o surgimento de festivais de outros instrumentos como a clarineta, saxofone e violino, viola, piano e o evento chamado de “24 Horas de Música da EMB”. Foi realizada também uma recepção festiva no estilo dos antigos “Canteiros Musicais” com a participação de mais de 200 alunos, em cerca de trinta apresentações musicais, incluindo um concerto com coro e orquestra no Teatro Levino de Alcântara por ocasião da visita à escola da vice-governadora Márcia Kubitschek e autoridades das Secretarias de Educação e de Viação e Obras do DF.


Gestão do prof. Lincoln Andrade

Lincoln Andrade

Tendo sido restabelecida as eleições para escolha de diretores nas escolas públicas do DF, foi eleito Lincoln Andrade para o cargo de Diretor para o período de 11/04/95 a 11/04/96. Citamos abaixo as seguintes realizações desta direção (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.10):

  • Discutiu-se reestruturações administrativas, procedimentos técnicos, planejamento pedagógico e artístico por meio do diálogo amplo e democrático entre as diversas correntes da escola.
  • Instituíram-se reuniões abertas, com os representantes de diversas áreas participando, inclusive das técnicas, administrativas e de serviços gerais, cujo representante foi escolhido pela primeira vez pela própria área.
  • Foram reativados os Concertos para a Juventude nas manhãs de domingo, e criadas as Quartas Sonoras à noite.
  • A verba da APAM foi direcionada para a manutenção e compra de instrumentos, tendo sido reformados o cravo, clarinetas, oboés e adquirida parte da família das violas da gamba, além de manutenção de parte da infra-estrutura do prédio e dos jardins.
  • Realizou o 18º Curso de Verão em janeiro de 1996, formando parcerias com outras instituições para o atendimento de professores e alunos, a exemplo de uma agência de turismo responsável por cuidar de passagens, transportes durante o curso e hospedagem.
  • Pela primeira vez, estabeleceu parceria com o SESI, que se encarregou de fornecer a alimentação para os alunos do Curso.

Gestão do prof. Luiz Alberto Tibana

Luiz Alberto Tibana

Para o período de 1996 a 1997, foi eleito Diretor da escola Luiz Alberto Tibana, que colaborou com a escola da seguinte maneira (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.10):

  • Acrescentou novas estruturas administrativo-pedagógicas à EMB.
  • Formalizou o Núcleo de Música Antiga, agregando ao curso de cravo, os novos cursos de viola da gamba e flauta doce.
  • Criou a Coordenação Artística que, tendo o Professor Sidney Maia, como primeiro encarregado, passou a coordenar todas as atividades artísticas internas e externas da escola.
  • Implementou na agenda externa de concertos da EMB o projeto “Escola de Música em Órbita”, em parceria com as Administrações Regionais do DF e o projeto “Escola de Música visita a sua Escola”, em acordo com as escolas da Rede Pública.
  • Foram mantidos os concertos didáticos semanais e criada a “Série Toccata”, como concerto especial semanal voltado para o público externo (Proposta Pedagógica, 2000, p.6).
  • Realizou o 19º Curso de Verão em Janeiro de 1997.

Segunda gestão do prof. Carlos Alberto Farias Galvão

Carlos Galvão

Em janeiro de 1998, Carlos Galvão assume novamente a Direção da EMB para uma gestão de dois anos, por meio de eleição. Após o término desse período e novamente tendo sido oficialmente modificados os critérios para preenchimento dos cargos de direção nas escolas públicas do Distrito Federal, Carlos Galvão foi sucessivamente indicado para dirigir a EMB até a ocasião de seu falecimento em 2010. Suas realizações neste período de 12 anos encontram-se abaixo descritas (MATTOS, A.; PINHEIRO, R.G., 2007, p.10-11):

    • Criou o Núcleo de Tecnologia em Música, que oferece tecnologias aplicadas à música, composição musical e arranjos por meio de softwares e técnicas de gravação e sonorização de espetáculos.
    • Conseguiu a doação do sistema de iluminação cênica do Teatro Levino de Alcântara, em um projeto junto à Nestlé, e pelo projeto “Jovens Instrumentistas do DF” conseguiu a doação de 4 violinos, 2 violas, 2 violoncelos e 2 contrabaixos para a escola, construídos em Brasília (Proposta Pedagógica, 2000, p.6).
    • Em 1999, a EMB, tendo atualizado seus programas, registrou no MEC 36 cursos de Educação Profissional de nível Técnico de acordo com a nova LDB, Lei 9394/ e o decreto 2.208/97, quando passou a ser denominada de CEP-EMB, Centro de Educação Profissional Escola de Música de Brasília. Além desses cursos técnicos, também manteve 58 cursos de nível básico (Ibid).
    • Em 2000, a escola aderiu ao PROEP - Programa de Expansão da Educação Profissional, que teve a duração de seis anos, por meio do qual foi construído um novo auditório adjacente ao saguão de entrada da escola, denominado de TCG - Teatro de Câmara Carlos Galvão.

Após haver sido indicada pelo GDF ao PROEP/SEMTEC/MEC – a partir de projeto aprovado de inserção a esse programa, realizado pelo Prof. Carlos Galvão e equipe, com financiamento do BID/MEC/FAT – esta Instituição firmou o Convênio de Investimentos nº 189/99 – PROEP (08/12/199), transformando-se no primeiro Centro de Educação Profissional (de sua natureza) a funcionar no País, em acordância com o disposto na Lei 9394/96 e o Decreto 2208/97 que regulamentou a Educação Profissional, de níveis Básico, Técnico e Tecnológico. Este Projeto, hospedados pelo supracitado, foi organizado em formato tríplice, qual seja: a) Gestão; b) Técnico-Pedagógico; c) Integralização Escola x Empresa. (...) O segundo momento propiciou a ampliação de nossa área construída (biblioteca, musicoteca, discoteca e depósito de equipamentos, transformação de um laboratório – Nreg – em Teatro de Câmara), a aquisição de 168 (cento e sessenta e oito) instrumentos musicais, assim como de equipamentos de informática, de aeração artificial (ar condicionado) e de mobiliário adminsitrativo-pedagógico. (Proposta Pedagógica da EMB, 2007)

      • Foram adquiridos dois pianos de cauda, uma harpa, um cravo, instrumentos de sopro, de cordas e de percussão.
      • Foram reformados o Teatro da Escola de Levino de Alcântara e o piso central da escola e adquiridos novos equipamentos de informática.
      • Nesse período, a Coordenação de Programação Artística, antiga Coordenação Artística, se desenvolveu, tendo produzido uma média de 200 concertos por semestre dentro e fora da escola.
      • Foram realizados os cursos de verão do 20º ao 29º, vários concursos e contratações de novos professores.
      • Foram incentivados os cursos de formação continuada de professores em nível de licenciatura, especialização, mestrado e doutorado.

Gestão do prof. Jonas Correia da Silva

Jonas Correia da Silva

Após o falecimento do Diretor Carlos Galvão, em 2010 assume a Direção Jonas Correia por meio de indicação. Sua gestão resultou em significativas contribuições na organização administrativo-pedagógica da escola, principalmente por finalizar a reforma curricular do Curso Básico iniciada na gestão anterior. Destacam-se as seguintes realizações (texto a ser complementado):

      • Reorganização da APAM.
      • Reorganização dos Cursos Básicos Pontuais.
      • Realização dos 32º e 33º cursos de Verão.
      • Realização do Concurso Público em 2011 para professores efetivos.

Gestão do prof. Ataide de Mattos

Ataide de Mattos

Em fevereiro de 2011 assume interinamente a direção do CEP-EMB o professor Ataide de Mattos, violoncelista, e como vice-diretora, a professora Lúcia Helena Carneiro, pianista.

Em 22 de agosto 2012 foram eleitos pela comunidade para um mandato de mais um ano e meio a terminar em 31/12/13.

Em sua gestão destaca-se:

  • Concerto em Homenagem ao Maestro Levino de Alcântara.
  • Definição do espaço para atendimento dos Coordenadores de Área e Supervisores Pedagógicos à Comunidade Escolar.
  • Participação de grupo de trabalho na CEPROF - Currículo em Movimento/SEDF.
  • Atualização dos Cursos Técnicos.
  • Solicitação de Novos Cursos Técnicos.
  • Solicitação do primeiro curso de Especialização Técnica de Nível Médio
  • Reformulação dos Cursos FICs.
  • Ampliação da oferta de Cursos FICs.
  • Ampliação de vagas para ingresso de novos estudantes.
  • Incentivo à adoção de metodologias de ensino coletivo no CEP-EMB.
  • Oferta de cursos de Iniciação ao Instrumento com aulas coletivas.
  • Aumento de cerca de 50% do efetivo de estudantes no CEP-EMB.
  • Criação/atualização de um portal na internet (www.emb.se.df.gov.br) vinculado à SEDF.
  • Inscrições para o processo seletivo dos cursos regulares oferecidos pelo CEP-EMB e para o CIVEBRA pela internet.
  • Trabalho conjunto com a SEEDF na elaboração da Portaria da Distribuição de Carga Horária de Professores.
  • Inclusão oficial do Madrigal de Brasília na Portaria de Distribuição do Carga Horária de Professores do CEP-EMB.
  • Ampliação do efetivo de integrantes do Madrigal de Brasília.
  • Vinculação do CEP-EMB à CREPPC em 23/08/12 devido à reestruturação da SEDF.
  • Criação do Caixa Escolar.
  • Atualização do PPP, Projeto Político-pedagógico e reformulação do Regimento Interno do CEP-EMB.
  • Definição de novas áreas de Coordenação, número de Coordenadores e Turnos.
  • Modulação de Professores – Definição dos horários e turnos, iniciando às 07h30 e encerrando às 11h00, com aulas de 50 minutos no diurno e de 45 minutos a partir das 18h.
  • Ampliação das discussões e decisões pedagógicas junto aos Coordenadores de Áreas e professores.
  • Integração de professores readaptados nos setores de suporte técnico-pedagógicos.
  • Reorganização completa e classificação do acervo da Musicoteca do CEP-EMB.
  • Substituição dos computadores do CEP-EMB por meio de doações. 
  • Recepção de veículo oficial para uso de trabalho no CEP-EMB. 
  • Recepção de recursos humanos terceirizados na área de Segurança Patrimonial e Limpeza.
  • Manutenção do sitema de iluminação do TEMB, circuitos, painéis de força e refletores de iluminação cênica.
  • Criação dos laboratórios de iluminação cênica.
  • Obtenção de autorização de recursos humanos para serviços de montagem e desmontagem de palco.
  • Manutenção da escola exclusivamente com verba pública – PDAF – Iluminação externa, pintura e sanitários.
  • Aquisição de instrumentos musicais com verba pública – PDAF.
  • Aprovação de emendas parlamentares para a aquisição de instrumetos musicais e reformas/ampliações prediais.
  • Realização do 34º, 35º e 36º CIVEBRAs.
  • Realização do Concurso Público em 2013 para professores efetivos.
  • Aperfeiçoamento do Edital Público e sua execução para Ingresso de Estudantes no CEP- Escola de Música de Brasília.
  • Pedido oficial de autorização à SEDF para o lançamento da revista acadêmica NOTAS – Revista de Ciências Musicais do CEP-EMB/SEDF.
  • Adesão ao projeto de oferta de cursos de música na rede via CEPROF/PRONATEC.
  • Atividades de comemoração dos 50 anos de criação do MADRIGAL DE BRASÍLIA.
  • Homenagem na Câmara Federal pelos 50 anos de atividades da ESCOLA DE MÚSICA DE BRASÍLIA.


Gestão do prof. Ayrton Macedo Pisco

Ayrton Pisco 3 

Em janeiro de 2011 assume a direção do CEP-EMB o professor Ayrton Macedo Pisco, violinista, e como vice-diretor, o professor Ricardo Baptista da Silva, guitarrista, eleitos pela comunidade para um mandato a terminar em 31/12/16.


 

Gestão da profa. Edilene Abreu

Em fevereiro de 2017, assumiu a direção do CEP-EMB a professora Edilene Abreu, tendo como vice-diretor o professor Davson de Sousa, flautista.

Ataide de Mattos

 


Referências:

 

CAPUTO, Gioconda. Dez dias de música com uma novidade: a pedagogia. Brasília: Correio Brasiliense, Caderno Aparte, Editora de Cultura, 19/02/1988.
COSTA, Cláudia da Silva. Aquarela Brasiliense: paisagens sonoras de uma cidade e polifonia (1960 - 2000). Brasília: UnB/PPGHis, 2000.
MATTOS, Ataide de; PINHEIRO, Regina Galante. Escola de Música de Brasília – Um lugar de sonho musical. In: Oliveira, Alda; Regina Cajazeira. (Org.). Educação Musical no Brasil, BH: P& A, 2007, v., p.214-220.
Proposta Pedagógica. Brasília: CEP-EMB, 2000.
Proposta Pedagógica. Brasília: CEP-EMB, 2007.
VICENTE, Antônio de Pádua Guerra. A Evolução da Música em Brasília. Programa Cultura e Pensamento, 2007. Disponível em: <http://blogs.cultura.gov.br/culturaepensamento/files/2010/02/debate_saga-da-musica_ANTONIO-DE-PADUA-GUERRA-VICENTE.pdf>. Acesso em 05 nov. 2010.